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Quarta-Feira, 13 de Março de 2019 às 11:46

Juntos, réus que atearam fogo em travesti foram condenados a 31 anos de prisão

A tentativa de homicídio aconteceu em 2017. Hillary Pereira ficou internada durante dois meses. Lavínia (1ª foto) quis se vingar da vítima, que teria 'ficado' com seu namorado. Reidinaldo (2ª foto) ajudou a cometer o crime.

Duração: 01:17

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Em Júri Popular ocorrido nesta terça-feira, 12, a travesti Lavínia do Valle foi condenada a 14 anos, 9 meses e 20 dias de prisão em regime inicial fechado pela tentativa de homicídio contra a travesti Hillary Pereira. O crime aconteceu em junho de 2017. Também foi réu no processo o caseiro da pensão de Lavínia, Reidinaldo Silva. Ele foi condenado a pena ainda maior: 16 anos, 8 meses e quatro dias de reclusão.

Segundo o processo, Hillary foi acusada de ter se relacionado com o namorado de Lavínia que, para se vingar, mandou Reidinaldo comprar álcool combustível.

Quando a vítima chegou na pensão de Lavínia no início da manhã de 25 de junho, foi molhada com o líquido inflamável e teve o corpo incendiado.

Com queimaduras de 3º grau em 20% do corpo, sendo cabeça, braços e principalmente tórax, Hillary ficou internada em estado grave durante dois meses em um hospital de Bauru, especializado no tratamento de queimados. Em virtude do ataque, ela teve cicatrizes permanentes.

Na ocasião, foi o próprio Reidinaldo quem denunciou o caso à Polícia Civil, mas com uma versão mentirosa: que a vítima teria sido atacada por desconhecidos, quando fazia ponto na avenida Cenobelino de Barros Serra. Ele e Lavínia foram presos em agosto do mesmo ano, após o delegado que investigava o caso pedir a prisão preventiva dos dois.

Os jurados aceitaram integralmente a tese do promotor José Márcio Rossetto Leite de que o crime foi uma tentativa de homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, com uso de fogo e mediante recurso que impediu a defesa da vítima.

O promotor ainda comprovou que os réus tentaram ocultar provas, já que orientaram outras travestis que moravam na mesma pensão a não dizer nada para a polícia.

Para o Ministério Público, a pena fixada pela juíza Gláucia Véspoli foi exemplar.

♪ clique no play e ouça a fala do promotor

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